In Pixels

Design e Arte por aí, traduzidos para RGB.

"Paranoid Park" – Gus Van Sant Janeiro 28, 2008

Arquivado em: cinema — janveneziani @ 12:43 am

Se eu pudesse dizer qual o mote principal deste filme, ou a sensação que você tem ao sair do cinema, a palavra seria apatia. Enquanto outros cineastas se empenham em provar que os jovens estão completamente perdidos, totalmente depravados e sem valores morais, ou que o mundo realmente não presta, Gus Van Sant mostra o retrato que me parece mais assustador: uma geração apática. Em qualquer situação, nas mais perigosas, nas mais prazeirosas, o protagonista é incapaz de assumir qualquer postura em relação aos acontecimentos. Esteticamente o filme é muito bem cuidado, mas acredito que muitos acabarão por não entender o seu formato, que propositalmente não segue nenhuma regra de roteiro-padrão, e por não tomar nenhum partido, ainda consegue te fazer pensar.

 

Links de crafteiras brasileiras e amigas: Janeiro 16, 2008

Arquivado em: craft — janveneziani @ 7:19 pm

Madame Trapo – Toy art em tecido, da Glá Quicolli.
Fofysland – Bolsinhas e Acessórios, da Carol Grilo.
Como Faz? – Blog da Karla Lopes e da Dri, ensinando a fazer coisas bonitas com as mãos.

Dá para aprender a fazer, ou comprar. A escolha é sua. ;-)

 

Passatempo levado a sério Janeiro 11, 2008

Arquivado em: craft, livros — janveneziani @ 3:15 am

A maioria dos artistas que fazem este tipo de brinquedo começaram fazendo para os filhos, ou até mesmo experimentando. Neste livro aqui temos várias opções de bichos estranhos e engraçados, para costurar à mão ou com a máquina, criados por diversos designers. E com base neles eu percebi que até mesmo dá para inventar os seus!
Plush-o-rama, de Linda Kopp, mostra como é fácil para quem gosta de artesanato, criar brincando.

 

"Império dos Sonhos" – David Lynch Janeiro 9, 2008

Arquivado em: cinema — janveneziani @ 2:54 am

David Lynch já é famoso por jogar o público na fogueira e deixar que ele “se vire” para encontrar as respostas, e até mesmo, o início, o meio e o fim da história. Portanto, já havia uma expectativa forte neste sentido. Ela não foi quebrada, mas talvez, um pouco estragada pelo excesso de efeitos visuais e experimentos realizados pelo diretor. Trocando em miúdos: o filme é bom, mas podia ser reduzido pela metade, é tenso e cansativo. Muita gente acabou levantando e saindo do cinema antes do meio da sessão, e quem ficou até o fim, apesar de se sentir encurralado, antes disso, se cansou. Para os fãs, vale a pena. Mesmo porque, não sei como, mas a história se amarra de alguma forma, é como se fosse um grande pesadelo que não quer acabar, e com pouquíssimos pontos de referência para o espectador.

 

"Alphaville" – Jean-Luc Godard Janeiro 6, 2008

Arquivado em: cinema — janveneziani @ 5:39 am

Todo mundo sabe do pavor que a revolução industrial gerou no homem “moderno”. Mas para entender o quanto esse pavor mexeu com os seres humanos, é legal assistir a filmes como este.
De uma certa forma é até engraçado ver qual era a visão do futuro, na época em que o filme foi feito. Com poucos recursos operacionais e muitas idéias interessantes (por exemplo, o aspecto da língua e da comunicação, já citado por Aldous Huxley em “Admirável Mundo Novo”), o diretor consegue expressar muito bem a idéia de caos, pavor, constante clausura e confusão entre a realidade e a fantasia, em que se encontram as pessoas na cidade perfeita, regrada pela lógica e pela máquina. Talvez uma boa pedrada na cara do público de sua época (1965). Sem contar o charme da chiquérrima Anna Karina.