In Pixels

Design e Arte por aí, traduzidos para RGB.

Design Líquido (ou quase) Agosto 28, 2008

Arquivado em: design — janveneziani @ 1:04 am

Estava lendo “Modernidade Líquida”, de Zigmunt Baumman e comecei a pensar sobre esse assunto. Seriamente.

Em cada empresa que trabalho, sinto cada vez mais que o design é tratado como um “enfeitador” de produtos, instantaneamente consumidos e descartados. Conseqüência da pós-modernidade. Já que o ser humano, seus valores, se tornaram líquidos e maleáveis, assim como seu lugar no mundo e sua existência, o design segue o mesmo fluxo.

Por isso usamos tantos livros de referências: porque não temos nenhuma própria. Vamos copiando idéias de acordo com o público que gostaríamos de atingir. E se partimos para o autoral, fazemos o caminho contrário. É inevitável. Por essa maleabilidade e fluidez, que o dono do negócio bate o pé e quer falar mais alto. Se não temos consistência para argumentar quando algo funciona ou não, acabamos fazendo o que o dono quer, mesmo quando estamos em missões suicidas.

A pergunta é: para onde isso vai?
Para mim, como designer, parece que agora só a arte, a sua especialidade, sua busca e a necessidade latente de expressão individual, não referenciado no que já existe para gerar produtos, mas sim nos preceitos básicos das necessidades do ser humano (inclusive a de prazer estético), tem algum fundamento.

O Wolner é um chato, mas eu entendo plenamente quando ele diz que isto ou aquilo “não é design”. Pra ele não é mesmo. Estamos em outro mundo.

Fora, que, agora lendo teorias sobre usabilidade, percebo que ao invés de enriquecer o vocabulário visual das pessoas com design, corremos na direção contrária, colocando cada vez menos informação sem fazer com que o receptor pense. Complicado, né?

Mais textos em alguns dias, aguardem.

 

“Sweet and Lowdown” (Poucas e Boas) – Woody Allen Agosto 21, 2008

Arquivado em: Uncategorized — janveneziani @ 12:32 am

Estilo mais parecido com documentário. Tem cenas bastante hilárias, principalmente a caracterização problemática do “gênio da música” por Sean Penn. As melhores cenas são as em que ele desmaia ao encontrar com seu ídolo e rival, Django Reinhardt.

 

“The Island” – Michael Bay Agosto 21, 2008

Arquivado em: Uncategorized — janveneziani @ 12:20 am

(Admito, filme velho, mas só vi agora e quero comentar…)
Direção de arte excelente, bons atores, mas… O que houve?
Até a metade do filme, as coisas fazem algum sentido. Depois, as cenas de ação substituem toda e qualquer possibilidade da história terminar de um jeito decente. Muita pirotecnia sem sentido. Em compensação, o design das roupas, e o visual (apesar do excesso de merchandising descarado) é fantástico.

 

Cartoon Bones Agosto 20, 2008

Arquivado em: arte, design — janveneziani @ 11:39 pm

Hyungkoo Lee expõe na Suíça esqueletos tridimensionais de personagens de desenhos animados.

Aqui, temos o Pato Donald e o Pernalonga.

Veja a notícia na íntegra aqui, ou visite o site do artista.