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Como se forma uma pessoa?
Para mim esta é a questão básica do filme. Ele é ótimo para aqueles que não conseguem perceber que as questões pertinentes à natureza humana são mundiais. Como professora me identifiquei com uma série de experiências vividas nesta sala de aula, e também como aluna, que fui e ainda sou. Principalmente na discussão do papel da sociedade na formação do cidadão. Porque uma pessoa é formada de experiências, traumas, vivências… Os erros do professor, quanto a deixar se levar pela emoção, a atitude competitiva dos alunos, a omissão dos pais… É um fenômeno mundial. “Fazer” pessoas é a parte mais fácil – mas, pergunte a você mesmo: como se forma uma pessoa? Você é capaz de formar uma pessoa? E quem assume esta responsabilidade, até mesmo por falta de opção, senão o professor?



Muitas vezes estudante de escolas públicas da rede estadual de ensino em Minas Gerais, presenciei conflitos em extremados níveis de dificuldades violentas.
Embora de fato existam nuances e até mesmo dicotomias na estrutura pedagógica aplicadas em cada escola ou sistema educacional, não se pode negar que certas questões são intrínsecas à natureza humana e portanto, apresentam-se mundo afora em variadas formas.
Se na França com uma estrutura básica, alunos aprendem até mesmo a tocar instrumentos musicais, no Brasil os problemas fundamentais trazem problemas morais ainda mais graves. Muitas vezes tudo o que um aluno deseja, é que chegue a hora da merenda escolar, para que possa comer sua refeição, a única do dia.